É recorrente entre os profissionais do áudio e da música (no Brasil, mais do áudio do que da música) – produtores, técnicos e alguns músicos mais informados – o assunto alvo das revoltas na era digital. Compactação. Como assim compactação?
Não é segredo nenhum que em pleno século XXI a necessidade de transmitir informação o mais rápido possível se aplica a praticamente tudo. A música não é uma exceção. É preciso transformar os grandes arquivos originais dos processos de gravação em correspondentes bem menores, que atualmente representam a parcela esmagadora de mídia de áudio em circulação, o mp3. O problema (sim, para muitos é um problema) é que essa brincadeira de colocar elefantes dentro de envelopes resulta em perdas de qualidade no som, o que via de regra, deixa os profissionais de áudio mais conservadores bem aborrecidos.
Pulando toda a parte das discussões técnicas e audiófilas, sejamos práticos e façamos a pergunta: você nota diferenças nos mp3? – Bom, você pode até notar, mas com certeza a maior parte dos seus vizinhos, amigos e familiares não dá a mínima. Isso por diversos motivos que tramitam desde os lugares onde se ouve música hoje em dia, até o tipo de música que se ouve hoje em dia.
A verdade é que acima das reclamações até de personalidades da música como
Neil Young, Trent Reznor, John Mellencamp e T Bone Burnett, que não gostam da idéia de ter suas obras reproduzidas de forma defasada, está a vontade do público. E o público quer velocidade e praticidade. O público, até segunda ordem, quer conexões mais rápidas de internet e maior capacidade de armazenamento. Quer mp3. E prejudicados serão os que torcerem contra.
…até segunda ordem.
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